No ano de 2017 conhecemos o jogo da baleia azul- Blue Walley, sabemos que o mesmo foi iniciado na Rússia criado pelo russo, Filipp Budeykin, que aliciava jovens e adolescentes para tais grupos de suicídio desde 2013.  Já preso,   Filipp Budetkin disse que teve intenção de fazer uma “limpeza na sociedade”. Os curadores   distribuem uma lista de tarefas, aos jogares, entre a lista tarefas de auto-mutilação.

Estamos acostumados a indagar : – O que leva uma pessoa a participar de um jogo como esse? Não devemos julgar esse participante e sim ajuda-lo.

O assunto suicídio não é muito debatido, mas, o suicídio de jovens cresce de modo lento, mas constante no Brasil: dados ainda inéditos mostram que, em 12 anos, a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 – um aumento de quase 10%.

 No mesmo ano, foi lançada a série 13 Reasons Why, disponibilizada no Netflix, assim como o filme NERVE, tratando respectivamente de suicídio e jogo com curadores distribuindo lista de tarefas absurdas, que colocam a vida dos participantes em risco.

Tratando-se especialmente da série 13 Reasons Why gira em torno de uma estudante que se mata após uma série de falhas culminantes, provocadas por indivíduos selecionados dentro de sua escola. Antes de cometer o suicídio a estudante grava várias  fitas cassetes relatando os motivos que a levaram a cometer tal ato.  Um dos seus amigos também citado na gravação encontra o acervo de fita e começar a perceber que ele poderia ter ajudado de alguma forma a evitar a tragédia.

Você sabia?Na faixa etária de 15 a 29 anos, a taxa de suicídio tem se mantido sempre um pouco acima da verificada na população brasileira como um todo.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, o problema é normalmente associado a fatores como depressão, abuso de drogas e álcool, além das chamadas questões interpessoais – violência sexual, abusos, violência doméstica e bullying.

A cientista política Dayse Miranda, coordenadora do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção da UERJ, participou do debate e destacou os relatos dos estudantes.

“Fiquei impressionada como os alunos falaram de sofrimento, seja deles, seja a dificuldade para lidar com o sofrimento de outros jovens, além do uso excessivo de medicamentos, que eles naturalizam”, afirma.

No ambiente escolar o bullying é citado como um dos principais elementos associados ao suicídio. “Pessoas que seguem qualquer padrão considerado pela maioria da sociedade como desviante, seja o tênis diferente, a cor da pele, o peso, o cabelo ou a orientação de gênero, são hostilizadas continuamente e entram em sofrimento psíquico”, afirma Estelita, professor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, ligado à Fiocruz.

Percebeu que existem vários fatores que levam uma pessoa cometer o suicídio? Você membro de uma sociedade, como está o comportamento   do adolescente ao seu lado? Você reparou quantas horas ele fica conectado, jogando, virando a madrugada conectado (a)? Você sabia que você pode estar contribuindo por isso? Nesse caso o não é da minha conta” não existe! Uma pessoa predisposta ao suicídio sofre demais, precisa de atenção, não existe deixar pra lá, não existe: isso é coisa de gente fraca, existem pessoas que precisam de ajuda!

Precisamos olhar mais o outro, nos colocarmos mais disposto na fraqueza demonstrada em códigos, através das mudanças muitas vezes aparente, transformada em mudanças de atitudes e comportamento, sejamos mais vigilantes.

Fonte:

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-39672513

wikipedia.org

 

 

O mundo da ficção sempre está imitando o mundo real, ou a realidade está imitando a ficção?
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